domingo, 29 de julho de 2018

Cavalinhos Marinhos da Ilha anuncia enredo


Por David Junior

A Cavalinhos Marinhos da Ilha já tem enredo para o Carnaval 2019. A agremiação mirim da União da Ilha do Governador levantará a bandeira dos direitos infantis na próxima folia com Sou criança, mais respeito por favor! Tenho direitos sim senhor!, dos carnavalescos Anderson Neto, Jusie Lásaro e Larissa Pereira.

A garotada insulana se apresenta no sábado de Carnaval pela Estrada do Galeão, na Ilha do Governador. A Cavalinhos Marinhos da Ilha tem quatro anos de fundação e aguarda uma vaga no desfile promovido pela AESM-Rio e que este ano acontecerá na terça-feira da folia. A entidade é obrigada a manter um limite no número de agremiações em virtude da restrição de horários imposta pelo Juizado de Menores.

Sinopse do enredo

Sou criança, mais respeito por favor! Tenho direitos sim senhor!

Todo mundo diz que crianças devem respeitar os adultos. E os adultos? Não devem respeitar as crianças?

Nos dias de hoje se fala muito sobre a criança do que se falava no passado. Mas, ainda escuto falar pouco sobre os meus direitos enquanto criança, direitos esses que são garantidos por lei através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado no ano de 1990 através da Lei 8.069. Este Estatuto regulamenta os direitos das crianças e dos adolescentes inspirados pelas diretrizes fornecidas na Constituição Federal de 1988.

Como sou muito esperto, estudei todos os meus direitos e o primeiro deles é que toda criança seja de que raça for, seja negra, branca, vermelha, amarela, fale que língua falar, acredite no que acreditar, pense o que pensar, tenha nascido aonde for, deve ser protegida contra os rigores do tempo, contra os rigores da vida.

Sei também que a criança deve ser para a sociedade a razão primeira de sua luta, devemos ser protegidos com leis, ternura, cuidados que nos tornem livres, felizes, mas só é livre e feliz quem pode deixar crescer um corpo são, quem pode deixar descobrir livremente o coração.

Toda criança deve nascer, crescer e viver com dignidade. Criança tem que ter nome, tem que ter lar, ter saúde e não ter fome, ter segurança e estudar.

Já minha mãe teve o direito à toda assistência que me assegurou um nascimento digno e depois de nascido recebi amor, alimentação, casa, cuidados médicos, o amor sereno e completo que uma família deve oferecer a uma criança.

Tenho amigos que são especiais e possuem o mesmo direito de serem aceitos pela sociedade, não é questão de querer nem questão de concordar, por essa causa todos devem lutar.

E como criança, deixo aqui meu pedido final. Que ninguém me roube a infância me negocie, me explore sob qualquer pretexto. Que ninguém se aproveite do meu trabalho para seu próprio proveito.

Nós crianças devemos ser respeitadas em suma, na dignidade do nosso nascer, do nosso crescer, do nosso viver.

E embora eu não seja rei, decreto que neste país toda criança tem o direito a ser feliz!


Carnavalescos: Anderson Neto, Jusie Lásaro e Larissa Pereira

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